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Luciana Schreiner

Insulinização no tipo 2 enfrenta mitos

Entrevista com a endocrinologista Luciana Schreiner, da PUC-RS

A insulinização é importante no tratamento do diabético tipo 2, mas para que ela seja utilizada corretamente é necessário tomar uma série de medidas, quase uma cruzada, que desemboquem no maior esclarecimento do paciente. A opinião é da endocrinologista Luciana Schreiner, do Centro de Endocrinologia do Hospital São Lucas, ligado à Pontificia Universidade Católica de Porto Alegre.

Segundo ela, a insulina é segura e eficaz e, apesar disso, o Brasil ainda tem baixas taxas de insulinização em comparação com outros países, em parte em função dos mitos que cresceram em torno do medicamento. Para ela, entre os principais receios estão o medo de ter uma hipoglicemia - o que pode ser evitado, na maioria das vezes, se o paciente estiver bem instruído -, o receio em relação a agulhas e picadas e a crença de que insulina vicia.

"Além disso, existe a falsa idéia de que quem usa insulina é porque está em um grau avançado do diabetes", afirma Luciana.

Para a endocrinologista, além de educar o paciente para que ele possa usar a medicação corretamente, é necessário promover constantemente cursos de educação continuada para médicos, principalmente clínicos gerais e outras especialidades que costumam atender diabéticos, como cardiologistas e nefrologistas, que costumam atender o paciente em função do surgimento de complicações por causa de glicemia descontrolada há muito tempo.

"Nossa medicina é boa e hoje com o uso da internet os cursos de especialização se tornaram mais acessíveis ao médico, não importa onde ele viva", raciocina a endocrinologista.

Ela acrescenta ainda que somente com mais informação será possível desmistificar doenças que hoje atingem grandes parcelas da população, como o diabetes e a hipertensão, entre outras. 

Outra ação que ela considera importante como meio de reduzir os medos em relação à insulina é a proliferação de equipes multidisciplinares para o atendimento e educação do paciente. "O paciente que é mais bem informado adere mais facilmente ao tratamento e, como explicar a ele as vantagens da medicação correta toma muito tempo, a melhor solução, principalmente no atendimento público, é ter equipes com enfermeiro, nutricionista e outras profissões afins, que possam promover corretamente a educação em diabetes", explica Luciana.



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Data de Atualização: 16/06/2010


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