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Regina Niglio

Ansiedade pode provocar fobia

Entrevista com a psicóloga Regina Niglio, da ADJ

A recusa em aceitar o diagnóstico de diabetes é uma reação normal e comum. Quando, porém, essa recusa persiste por longo tempo e evolui para um comportamento de fobia, é essencial contar com o apoio de um psicoterapeuta e, em determinados casos, de um psiquiatra, afirma a psicóloga Regina Niglio, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ).

A fobia é definida como medo injustificado e irracional direcionado a um objeto ou situação particular. Os quadros fóbicos podem variar na intensidade e qualidade, às vezes são contornáveis, outras, incapacitantes, e podem ser provocados por situações de extrema ansiedade.

"Na doença crônica, como é o caso do diabetes, o paciente encontra-se constantemente ameaçado em sua existência, ele se sente fragilizado e vulnerável e experimenta sentimentos de ansiedade e angústia", afirma a psicóloga.

Quando desenvolve a fobia, esse paciente geralmente não quer se responsabilizar por seu tratamento e delega a gestão dos cuidados a terceiros. Ele compromete seu tratamento, na medida em que passa a temer a injeção de insulina, a picada no dedo para o teste de glicemia, a visão do sangue e as demais situações que ele teria de controlar para obter bons resultados.

"Muitas vezes, o ser humano não deseja liberar novas energias para lidar com sua doença e, ao contrário, seu desejo é de manter-se dependente e passivo, o que lhe traz ganhos secundários a nível inconsciente, pois aumenta a atenção familiar, benefícios e privilégios", analisa a especialista.

Regina relata que entre os principais sintomas de fobia estão as palpitações, impressão de desmaio associada ao medo de morrer, perda do auto-controle. Mesmo na presença dessas reações, muitas vezes o paciente não tem consciência de que tem uma fobia.

Lidar com a fobia requer, como foi dito, acompanhamento psicológico e, muitas vezes, medicamentoso. Em quadros leves, é possível vencer o problema apenas com o atendimento psicoterápico, mas não são raras as situações em que o tratamento psiquiátrico, com uso de medicamentos específicos, é essencial.




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Data de Atualização: 07/06/2010


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