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Mariangélica Oliveira da Silva

Para cortes leves, só água e sabão

Entrevista com a educadora Mariangélica Oliveira da Silva, do Hospital do Fundão

Pequenos cortes que podem acontecer com qualquer pessoa devem ser acompanhados com maior cuidado por quem tem diabetes. Além de apresentar maior dificuldade de cicatrização, quem está com a glicemia mal controlada tem risco aumentado de desenvolver infecções e, para evitar o problema, a educadora em diabetes Mariangélica Oliveira da Silva, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, no Rio de Janeiro, dá algumas dicas.

Mariangélica começa alertando que cortes profundos exigem mesmo que a pessoa procure atendimento médico, porque pode ser necessário fechar o corte com pontos, o que só pode ser feito até seis horas após o acidente. Também é bom verificar se a pessoa está com a vacina anti-tetânica em dia, porque o tétano pode ocorrer se o corte foi feito por algum objeto sujo ou enferrujado.

Se o corte for pequeno, as primeiras medidas são limpar bem o local com água e sabonete neutro, enxugar com toalha limpa e fazer um curativo compressivo com gaze para estancar o sangue. Depois de estancado, deve-se lavar novamente o local para retirar o sangue que ficou coagulado. Mariangélica recomenda que o diabético proteja a região contra insetos e poeira até sua completa cicatrização.

A educadora e também enfermeira ressalta que não se deve utilizar nenhum tipo de medicamento para a limpeza da região afetada. Ela inclui na lista álcool, merthiolate e pomadas. "Qualquer medicamento para a cicatrização deve ser recomendado pelo médico", afirma.

Outra medida de segurança extremamente importante é examinar constantemente a região machucada. Sinais como calor, vermelhidão, dor ou presença de secreção purulenta são indicativos de que a região pode ter sido infeccionada. Nesse caso, é possível que haja necessidade de uso de antibióticos e, por isso, deve-se procurar o médico imediatamente.

"A progressão da infecção no diabético mal controlado é muito rápida e suas consequências, muito graves, podendo levar até à amputação do membro afetado", alerta a educadora. Na presença desses sinais, portanto, é indispensável que o paciente busque atendimento médico.




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Data de Atualização: 20/05/2010


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