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Luis Fernando

Cuidados e vacina ajudam contra gripe A

Entrevista com o infectologista Luis Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein

Embora ainda não haja informação suficiente para determinar se a gripe A (H1N1) - que começou sua trajetória pelo mundo sendo chamada de gripe suína -atinge mais diabéticos do que não diabéticos, o fato de que esse tipo de paciente está mais sujeito a riscos de infecções é fator suficiente para que o diabético esteja ainda mais atento em relação a essa pandemia. O alerta é do infectologista Luís Fernando Aranha Camargo, do Hospital Albert Einstein e diretor da Sociedade Paulista de Infectologia.

"Ao primeiro sinal de gripe o diabético deve procurar atendimento médico e, mais importante ainda, sair da consulta com indicação de tratamento", afirma o especialista, lembrando que, como os testes para detectar a presença do vírus causador da gripe A demoram a fornecer resultados, o procedimento normal tem sido iniciar o tratamento e ajustar doses após a comprovação da suspeita.

Camargo enfatiza a necessidade de procurar atendimento rápido, uma vez que prevenir é bastante difícil. "A pessoa deve evitar contato com quem sabidamente está com a gripe, lavar cuidadosamente as mãos com frequência e utilizar o álcool gel, evitar, sempre que possível, as aglomerações", ensina o infectologista. Mas, como ainda assim a pessoa pode acabar gripada, o indispensável é mesmo consultar um médico ao primeiro sinal da doença.

Camargo lembra ainda que é aconselhável ao diabético vacinar-se anualmente contra a gripe. Indicada principalmente para idosos, a vacina contra a gripe pode e deve ser utilizada por diabéticos de todas as idades. Outra vacina importante e que pode ser utilizada pelo diabético é a vacina contra doenças pneumocócicas, entre as quais se incluem a meningite e a pneumonia, sendo que esta última tem sido a responsável por grande número de óbitos causados pela gripe A.

"Embora não haja recomendação universal, o fato de que essa vacina não provoca efeitos colaterais e não tem custo alto recomenda que ela seja utilizada por grupos de risco", explica Camargo.




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Data de Atualização: 08/09/2009


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