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Nutricionista facilita controle de carboidratos

Entrevista com a nutricionista Erika Santinoni, do RJ

Pessoas que detestam a matemática provavelmente se apavoram ao pensar em ter de fazer montes de cálculos para controlar a quantidade de carboidratos que vão ingerir em cada refeição. Para esses, o método ensinado pela nutricionista Erika Santinoni, que desenvolve um programa de prevenção do diabetes na Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, torna a alimentação feita com contagem de carboidratos uma coisa tão simples como somar dois e dois.

Acostumada a dar aulas e realizar palestras para diabéticos, Erika elabora um cardápio em que cada item, sempre calculado tendo como unidade padrão 15 gramas de carboidratos, já vem com as substituições possíveis. No método de contagem por substituição o diabético não precisa fazer muitos cálculos, é só trocar um alimento por outro dentro do mesmo grupo ou de outro grupo desde que obedeça a quantidade de carboidratos da refeição prescrita. Por exemplo, um lanche que seja uma porção de fruta pode ser substituído por uma barra de cereal que tenha 15 gramas de carboidrato.

Em suas palestras, Erika ensina qual é o papel dos carboidratos - que garantem o fornecimento de energia ao organismo e mais influenciam no aumento da glicemia -, a percentagem de carboidratos que devem compor a alimentação - o equivalente em média, a 55% da energia total ingerida diariamente, ficando o restante distribuído entre proteínas e gorduras - e quais as principais fontes do carboidrato, como massas, cereais, frutas e outros.

"A alimentação do diabético tem de ser definida individualmente, levando em conta peso, idade, tipo de atividades e objetivos, como manter ou perder peso", ensina a nutricionista. A partir dessas informações, ela elabora um cardápio com a quantidade de calorias necessárias e, depois, a quantidade de carboidratos para cada refeição, que vão determinar também a dosagem de insulina rápida a ser administrada, prescrita pelo médico.

"Pacientes que não usam insulina rápida ou que só utilizam medicamento oral também podem fazer sua alimentação com base na contagem de carboidratos, mas para esses a quantidade de carboidratos deve ser fixa e a alteração dela pelo paciente não é indicada, porque eles não podem fazer o ajuste pela insulina", adverte a especialista.

Erika também fornece a seus pacientes uma tabela especificando qual a quantidade de carboidratos de cada alimento, caso a pessoa queira fazer escolhas e cálculos por conta própria. Dessa forma, o método de contagem grama por grama pode ser utilizado em ocasiões especiais, como festas, quando nem sempre os alimentos disponíveis são aqueles que constam no plano alimentar prescrito pelo nutricionista. Ela acredita, porém, que o cardápio que já estabelece as trocas possíveis, sem necessidade de muitos cálculos, ajuda o paciente a adotar esse tipo de alimentação com mais facilidade.




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Data de Atualização: 15/10/2009


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