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Nutrição

Mesmo dieta mais tradicional deve variar

Entrevista com a nutricionista Rute Mercúrio

Arroz, feijão, bife e salada. A mais tradicional combinação do prato dos brasileiros é rica em nutrientes e pode, em princípio, manter a pessoa bem alimentada. Entretanto, esse prato tão tradicional pode não ser suficiente para manter a boa saúde. Segundo a nutricionista Rute Mercúrio, especializada em nutrição funcional, o organismo humano necessita de 44 nutrientes para suprir suas necessidades e, para conseguir consumir todos eles, é preciso variar os alimentos.

Rute explica que todo alimento é funcional, no sentido de que todos têm uma função. Entretanto, quando se fala em alimentos funcionais subentende-se que determinados alimentos têm esta ou aquela função que pode colaborar na prevenção de doenças ou atuar positivamente quando uma doença já está instalada. “O alimento funcional, consumido na quantidade adequada, produz efeitos fisiológicos e metabólicos benéficos para a saúde”, diz a nutricionista.

Por isso, quando se restringe a alimentação a apenas alguns tipos de alimentos, a pessoa pode estar restringindo também a ingestão de uma série de nutrientes de que seu organismo necessita, argumenta Rute.

No caso de diabéticos, quando a doença surge em função de sobrepeso, um dos fatores que podem ser trabalhados pela alimentação funcional é a gordura abdominal. O crescimento da gordura nessa região mostra a presença de inflamação celular, explica Rute, o que interfere na absorção da glicose. Frutas, legumes, verduras cruas e cozidas podem reduzir a inflamação e melhorar a absorção da glicose.

Quando a glicemia está muito alta, além das providências recomendadas pelo médico é possível adotar algumas medidas auxiliares também na alimentação, ensina a nutricionista. Limitar a quantidade de carboidratos simples, como o arroz branco, o açúcar, o pão francês – e dar preferência aos carboidratos complexos, como os do arroz integral, é uma saída.

Rute também ensina que se pode utilizar a batata yacón para ajudar na queda da glicemia. A batata deve ser comida crua, como se fosse uma fruta. Ela tem textura de pêra e sabor de maçã e, ralada, pode ser acrescentada à salada de verduras no almoço ou jantar.

Outra dica é utilizar a banana, principalmente a nanica, verde. Cozinha-se em panela de pressão durante 30 minutos. Ao final desse tempo, deve-se tirar da pressão imediatamente e deixar descansar. Em seguida, bate-se a polpa em liquidificador ou amassa-se com garfo. Ela pode ser misturada à comida ou suco, porque ingerida isoladamente é desagradável porque trava na boca.

Rute recomenda duas colheres por dia dessa massa. O restante pode ser armazenado no congelador para uso nos dias seguintes.

Data de revisão 15/11/2008




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Data de Atualização: 27/08/2009


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